raquelkogan
projeção


2004

 

Paço das Artes

projeção

Em numa sala totalmente escura, negra há um vidro laminado refletivo prata, com focos de luz colocados no teto, este vidro medirá 2,2 x 3,2m.
Através do vidro refletivo se vê uma projeção de vídeo com pessoas em movimento. Quem está olhando para o vidro se vê refletido, ao mesmo tempo que vê as imagens projetadas. As pessoas projetadas estarão interagindo com os espectadores, integrando-se a um só acontecimento: uma realidade ilusória.
Na parede em frente ao vidro refletivo esta colocado um contador do tempo da exposição. Ele somente pode ser visto corretamente espelhado, já que anda ao contrário.
Uma trilha sonora foi especialmente desenvolvida para o projeto, é o som de pessoas sussurrando.
A instalação trata de um artifício que cria ilusão do existir em meio às imagens, aparências enganosas, rupturas de identificação para entrar no jogo de espelhos. Um enquadramento que supõe a reversibilidade dos olhares: eu olho o outro dentro de sua moldura e o outro me olha. Tais efeitos acontecem no momento em que nós não esperamos, como se a realidade de nossa percepção viesse a nos iludir. é o próprio espectador que, na condição de modelo real, torna-se a imagem virtual.

O espectador e a imagem formam um todo.

projection

Inside a completely dark room there will be a silver laminated and reflective glass panel with light spots placed on the ceiling. This glass panel measures 2.2x 3m.
Through this glass/mirror panel can be seen the projection of a video especially made for this installation, showing people in movement. The spectators watching the glass/mirror will, at the same time, be reflected in it, thus interacting with the people in the video becoming part of a single reality: an illusive reality.
On the wall facing the panel, a time control device will be placed. It can only be seen correctly on its mirrored image, since it works backwards. A sound track was especially developed for this project, sound of people talking.
The installation deals with an artifice, which creates the illusion that there is, among the images, deceiving appearances and identification ruptures within the game of mirrors. It is a framework that implies reversing views: I see the other inside his frame and from there he sees me. These effects take place unexpectedly, as if the reality of our perception were deceiving us. It is the onlooker himself, as a real model, who becomes a virtual image.

Spectator and image form a single unit.