raquelkogan
visão


2006

 

visão
ato ou efeito de ver

Na sua forma mais simples, a capacidade de um organismo de detectar luz. Numa abordagem mais ampla, a visão é o sentido que permite a discriminação de padrões, forma, cor, movimento e profundidade.

A instalação esta localizada em um lugar de passagem, em que o visitante é pego de surpresa já imerso na obra. A passagem é dividida em dois corredores por um grande vidro, as paredes laterais são espelhadas com o mesmo tamanho do vidro central; os visitantes optam por qual dos lados utilizar, escolha esta registrada por um contador de pessoas em cada um dos dois acessos.

O interator ao adentrar este espaço é captado por um sensor de presença, acionando assim a luz do lado em que ele esta, transformando este vidro em um espelho transparente; isto é; você vê sua imagem ao mesmo tempo que vê através dele. O que ocorre: o interator pode estar solitário nessa experiência, assim se verá infinitamente refletido em um jogo de espelhos; mas se ocorrer de uma ou mais pessoas de cada lado do vidro, essa multidão de imagens cria ilusão, deslocamento. O estar ao lado do que não esta ao seu lado, mas em frente, e multiplicando e embaralhando essas imagens virtuais e reais num labirinto infinito.
vision
the act or result of seeing

In its simplest form, the capacity of an organism to detect light. Taking a broader approach, vision is the sense that permits the discrimination of patterns, shape, color, movement and depth.

The installation is located in a passageway, where the visitor, caught by surprise, finds himself totally immersed in it. The passageway is divided into two corridors by a large glass pane, the side walls are of a mirror the same size as the glass in the center; the visitor selects which side is to be used, and this choice is registered by a people-counter located at each of the access points.

The interactor, upon entering this space, is captured by a presence sensor which, in turn, activates a light located on the side, transforming this glass into a transparent mirror; that is; you see your image at the same time that you see through it. What happens: the interactor may be alone in this experience, and thus see himself reflected infinitely in a play of mirrors; but if there is one or more people on either side of the glass, this multitude of images creates illusion, displacement. Being next to what is not next to you, but, rather in front, and the multiplying and jumbling of these virtual and real images in an infinite labyrinth.